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De manhã, na cozinha, a companheira apoia a mão no ombro dele, que sorri.

Saúde sexual masculina

Disfunção erétil tem explicação, e você não precisa lidar com ela sozinho

Dificuldade para ter ou manter a ereção é uma questão de saúde, não de caráter. Entender o que acontece no corpo é o primeiro passo para conversar com um médico sobre o que faz sentido para você.

Você não está sozinho.

A disfunção erétil é uma das queixas sexuais mais comuns entre os homens e costuma ter mais de uma causa. Falar sobre ela com um médico é cuidar da saúde, do mesmo jeito que você cuidaria da pressão ou do sono.

  • Não é só questão de idade: em um estudo italiano com homens que procuravam ajuda pela primeira vez, 1 em cada 4 tinha 40 anos ou menos.23
  • Na maioria das vezes, fatores físicos e emocionais se misturam. Por isso a avaliação olha para os dois.4
  • Parte dos fatores ligados à ereção pode ser modificada, como sedentarismo, peso, tabagismo e o controle de doenças como diabetes e pressão alta.48
  • A ereção depende da circulação. Por isso a dificuldade de ereção pode ser um sinal precoce para cuidar também do coração.47

1 em cada 2

Cerca de 1 em cada 2 homens de 40 a 70 anos relatou algum grau de disfunção erétil, de mínimo a completo (52%), em um levantamento populacional nos Estados Unidos, o Massachusetts Male Aging Study.

Fonte [1]: Feldman HA, Goldstein I, Hatzichristou DG, Krane RJ, McKinlay JB. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. J Urol. 1994;151(1):54-61. doi:10.1016/s0022-5347(17)34871-1. PMID: 8254833 (abre em nova aba)

Como funciona no corpo

Como a ereção acontece.

A ereção é uma resposta que envolve cérebro, nervos, vasos sanguíneos e hormônios. Quando uma dessas etapas falha, a ereção fica mais difícil de alcançar ou de manter.

  1. Passo 1 de 5

    O estímulo

    Pensamentos, imagens ou toque ativam o cérebro e os nervos da região pélvica. É o ponto de partida da resposta erétil.6

  2. Passo 2 de 5

    O sinal químico

    Nas terminações nervosas do pênis é liberado óxido nítrico, um mensageiro que avisa os vasos para relaxarem.6

  3. Passo 3 de 5

    Os vasos se abrem

    O músculo liso das artérias relaxa e mais sangue entra nos corpos cavernosos, as estruturas que se enchem durante a ereção.6

  4. Passo 4 de 5

    O sangue fica retido

    Com os corpos cavernosos cheios, a pressão interna comprime as veias ao redor. A saída de sangue diminui e a ereção se mantém.6

  5. Passo 5 de 5

    Onde pode falhar

    Artérias com menor capacidade de dilatar, nervos afetados, alterações hormonais, efeitos de medicamentos ou ansiedade podem interromper esse caminho.46

Em repouso
Com os corpos cavernosos cheios
Corte transversal

O que pode estar por trás.

A disfunção erétil raramente tem uma causa única. Estes são os grupos que o médico costuma investigar.

Circulação

A ereção depende do fluxo de sangue. O que afeta as artérias pode afetar a ereção, às vezes antes de outros sinais aparecerem.47

  • Pressão alta
  • Colesterol alterado
  • Doença cardiovascular
  • Tabagismo

Metabolismo e hormônios

Doenças metabólicas e alterações hormonais interferem nos vasos, nos nervos e no desejo.4

  • Diabetes
  • Síndrome metabólica
  • Obesidade
  • Testosterona baixa (hipogonadismo)
  • Hipertireoidismo

Emoções e relacionamento

Ansiedade, estresse e a própria preocupação com o desempenho podem bloquear a resposta sexual, mesmo com o corpo saudável.4

  • Ansiedade de desempenho
  • Depressão
  • Estresse
  • Conflitos ou distância no relacionamento

Medicamentos e substâncias

Alguns tratamentos para outras condições podem ter a ereção entre os efeitos. Nunca suspenda um medicamento por conta própria: converse com o médico.4

  • Alguns remédios para pressão
  • Alguns antidepressivos
  • Álcool em excesso
  • Drogas recreativas e anabolizantes

Nervos e cirurgias

Condições que afetam os nervos, a medula ou a região pélvica podem interromper o sinal que inicia a ereção.4

  • Neuropatia do diabetes
  • Lesões na coluna
  • Cirurgias ou radioterapia na pelve
  • Doenças neurológicas

Hábitos

O estilo de vida pesa na saúde dos vasos. Atividade física, sobretudo aeróbica, e perda de peso podem melhorar a função sexual.48

  • Sedentarismo
  • Excesso de peso
  • Tabagismo
  • Distúrbios do sono

Mitos e fatos.

  • Mito

    Disfunção erétil é coisa de homem mais velho.

    Fato: Ela fica mais comum com a idade, mas também aparece antes. Em um estudo italiano com homens que buscavam ajuda pela primeira vez, 1 em cada 4 tinha 40 anos ou menos.12

  • Mito

    Se falhou, é porque é psicológico.

    Fato: Na maioria dos casos há uma mistura de fatores físicos e emocionais. Por isso a avaliação inclui história, exame e exames de laboratório.4

  • Mito

    Ereção não tem nada a ver com o coração.

    Fato: As diretrizes consideram a disfunção erétil um possível sinal precoce de doença cardiovascular. Por isso ela merece uma avaliação da saúde como um todo.47

  • Mito

    Repor testosterona resolve qualquer problema de ereção.

    Fato: Não há evidência de benefício da testosterona para a função sexual em homens com níveis normais. Ela só entra em discussão quando há deficiência diagnosticada.5

  • Mito

    Não adianta mudar hábitos.

    Fato: Estudos mostram que atividade física, perda de peso e controle dos fatores de risco podem melhorar a função erétil. As diretrizes recomendam começar por eles.48

Reflexão privada

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Esta lista não substitui uma avaliação médica. A Uromen não atende urgências: em caso de emergência, ligue 192.

Como o médico avalia.

A avaliação começa por uma conversa sobre sua história sexual, sua saúde geral, os medicamentos que você usa e o momento de vida. O médico pode incluir exame físico e pedir exames para identificar fatores que podem ser tratados. Quais exames fazem sentido é definido em consulta.

Exames que podem ser pedidos

  • Glicemia em jejum ou hemoglobina glicada

    Investiga diabetes, uma das condições mais associadas à disfunção erétil. As diretrizes indicam o exame quando não foi feito nos últimos 12 meses.4

  • Perfil lipídico

    Avalia colesterol e triglicerídeos, que influenciam a saúde das artérias e o risco cardiovascular. Também é indicado quando não foi feito nos últimos 12 meses.4

  • Testosterona total

    Colhida pela manhã e em jejum, verifica se há deficiência hormonal contribuindo para o quadro.4

  • Testosterona livre calculada e SHBG

    Às vezes necessárias para confirmar o resultado da testosterona total, conforme o caso.45

  • LH e prolactina

    Podem ser pedidos em casos selecionados, por exemplo quando a testosterona vem baixa, para entender a origem da alteração.45

A indicação de cada exame é definida em consulta.

O que o cuidado pode envolver.

Não existe um caminho único. O plano considera a causa, sua saúde e o que é importante para você, e é sempre definido em consulta.

  • Hábitos e fatores de risco

    Atividade física, controle do peso, parar de fumar e tratar condições como diabetes e pressão alta. As diretrizes recomendam começar por aqui, antes ou junto de outros tratamentos.48

  • Apoio emocional e terapia

    Quando ansiedade, estresse ou o relacionamento pesam, a terapia cognitivo-comportamental, a terapia de casal ou a educação sexual, se possível com a parceria, podem fazer parte do cuidado, junto do tratamento médico.4

  • Tratamento médico, quando indicado

    Existem medicamentos orais e outras opções clínicas. Se são adequados para você, e quais, é uma decisão do médico após a avaliação.4

  • Acompanhamento

    Retornos permitem avaliar se o tratamento está funcionando e é seguro, como você se sente com ele e acompanhar os fatores de saúde que apareceram na investigação.4

As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. Cada plano é individual e definido em consulta.

Fazer minha avaliação

Como funciona

Da primeira conversa ao acompanhamento. Um passo de cada vez, com você.

  1. Questionário online

    Conte sobre sua história, sua rotina e o que você busca. No seu tempo, com privacidade.

  2. Agendamento de consulta

    Escolha um horário para conversar com um profissional, de onde você estiver.

  3. Construção do protocolo

    Histórico, exames e objetivos orientam os próximos passos, definidos com você em consulta.

  4. Acompanhamento e ajustes

    Retornos para conversar sobre sua experiência e revisar as orientações quando necessário.

O acompanhamento é definido individualmente.

O que é disfunção erétil?

É a dificuldade persistente de ter ou manter uma ereção suficiente para uma relação sexual satisfatória. Uma falha isolada não caracteriza o problema: o que importa é quando ela se repete e incomoda.49

Qual médico procurar para disfunção erétil?

A Sociedade Brasileira de Urologia orienta procurar um urologista quando a dificuldade é frequente. Como ela se relaciona com circulação, metabolismo e emoções, o médico pode envolver outros profissionais quando necessário.9

Disfunção erétil tem cura?

Depende da causa. Em parte dos casos, a disfunção está ligada a fatores que podem ser modificados ou revertidos, como hábitos, doenças mal controladas ou medicamentos. Em outros, o tratamento ajuda a controlar o quadro. Só a avaliação mostra qual é o seu caso.4

Disfunção erétil tem tratamento?

Sim. Há abordagens que vão de mudanças de hábitos e terapia a tratamentos clínicos. A escolha depende da causa, da sua saúde geral e das suas preferências, e é feita com o médico.4

Ansiedade pode causar impotência?

Pode. Ansiedade, estresse e depressão estão entre os fatores associados à disfunção erétil, e a preocupação com o desempenho pode alimentar o ciclo. Mesmo assim, vale investigar causas físicas, porque elas costumam coexistir.4

Quais exames são pedidos para disfunção erétil?

As diretrizes europeias incluem glicemia em jejum ou hemoglobina glicada e perfil lipídico, quando não foram feitos no último ano, e testosterona total colhida pela manhã e em jejum. Outros exames dependem da sua história e são definidos em consulta.4

A consulta online funciona para disfunção erétil?

A teleconsulta é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e permite conversar sobre sua história, revisar exames e definir próximos passos. O médico pode indicar uma avaliação presencial sempre que julgar necessário.10

Disfunção erétil pode ter relação com o coração?

Sim. As diretrizes europeias de urologia consideram a disfunção erétil um possível sinal precoce de doença cardiovascular. Por isso a avaliação também olha para pressão, glicemia e colesterol.47

Para ler antes de começar

Todas as leituras

Consulta online é regulamentada no Brasil?

O que a Lei 14.510/2022 e a Resolução CFM 2.314/2022 dizem sobre telessaúde e telemedicina, e o que isso significa para quem começa um atendimento a distância.

Fontes

Conteúdo educativo, que não substitui a consulta.

  1. Feldman HA, Goldstein I, Hatzichristou DG, Krane RJ, McKinlay JB. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. J Urol. 1994;151(1):54-61. doi:10.1016/s0022-5347(17)34871-1. PMID: 8254833 (abre em nova aba)
  2. Capogrosso P, Colicchia M, Ventimiglia E, et al. One patient out of four with newly diagnosed erectile dysfunction is a young man: worrisome picture from the everyday clinical practice. J Sex Med. 2013;10(7):1833-1841. doi:10.1111/jsm.12179. PMID: 23651423 (abre em nova aba)
  3. Salonia A, Minhas S, Boeri L, et al. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health. Capítulo 4: Epidemiology and prevalence of sexual dysfunction and disorders of male reproductive health. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2026 (abre em nova aba)
  4. Salonia A, Minhas S, Boeri L, et al. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health. Capítulo 5: Management of erectile dysfunction. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2026 (abre em nova aba)
  5. Salonia A, Minhas S, Boeri L, et al. EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health. Capítulo 3: Male hypogonadism. Arnhem: EAU Guidelines Office; 2026 (abre em nova aba)
  6. Dean RC, Lue TF. Physiology of penile erection and pathophysiology of erectile dysfunction. Urol Clin North Am. 2005;32(4):379-395. doi:10.1016/j.ucl.2005.08.007. PMID: 16291031 (abre em nova aba)
  7. Gandaglia G, Briganti A, Jackson G, et al. A systematic review of the association between erectile dysfunction and cardiovascular disease. Eur Urol. 2014;65(5):968-978. doi:10.1016/j.eururo.2013.08.023. PMID: 24011423 (abre em nova aba)
  8. Gupta BP, Murad MH, Clifton MM, Prokop L, Nehra A, Kopecky SL. The effect of lifestyle modification and cardiovascular risk factor reduction on erectile dysfunction: a systematic review and meta-analysis. Arch Intern Med. 2011;171(20):1797-1803. doi:10.1001/archinternmed.2011.440. PMID: 21911624 (abre em nova aba)
  9. Sociedade Brasileira de Urologia. Disfunção erétil: conheça causas, sintomas, prevenção e tratamentos. Portal da Urologia, conteúdo para o público. São Paulo: SBU; sem data [citado em 27 set. 2026] (abre em nova aba)
  10. Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.314, de 20 de abril de 2022. Define e regulamenta a telemedicina. Diário Oficial da União. 5 maio 2022; Seção 1:227 (abre em nova aba)

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