Por que tantos homens adiam cuidar da saúde.
Falta de tempo, desconforto e a ideia de que é preciso aguentar sozinho. Alguns motivos comuns para adiar e formas mais leves de dar o primeiro passo.

Saúde sexual masculina
Dificuldade para ter ou manter a ereção é uma questão de saúde, não de caráter. Entender o que acontece no corpo é o primeiro passo para conversar com um médico sobre o que faz sentido para você.
A disfunção erétil é uma das queixas sexuais mais comuns entre os homens e costuma ter mais de uma causa. Falar sobre ela com um médico é cuidar da saúde, do mesmo jeito que você cuidaria da pressão ou do sono.
1 em cada 2
Cerca de 1 em cada 2 homens de 40 a 70 anos relatou algum grau de disfunção erétil, de mínimo a completo (52%), em um levantamento populacional nos Estados Unidos, o Massachusetts Male Aging Study.
Fonte [1]: Feldman HA, Goldstein I, Hatzichristou DG, Krane RJ, McKinlay JB. Impotence and its medical and psychosocial correlates: results of the Massachusetts Male Aging Study. J Urol. 1994;151(1):54-61. doi:10.1016/s0022-5347(17)34871-1. PMID: 8254833 (abre em nova aba)
Como funciona no corpo
A ereção é uma resposta que envolve cérebro, nervos, vasos sanguíneos e hormônios. Quando uma dessas etapas falha, a ereção fica mais difícil de alcançar ou de manter.
Passo 1 de 5
Pensamentos, imagens ou toque ativam o cérebro e os nervos da região pélvica. É o ponto de partida da resposta erétil.6
Passo 2 de 5
Nas terminações nervosas do pênis é liberado óxido nítrico, um mensageiro que avisa os vasos para relaxarem.6
Passo 3 de 5
O músculo liso das artérias relaxa e mais sangue entra nos corpos cavernosos, as estruturas que se enchem durante a ereção.6
Passo 4 de 5
Com os corpos cavernosos cheios, a pressão interna comprime as veias ao redor. A saída de sangue diminui e a ereção se mantém.6
Passo 5 de 5
Artérias com menor capacidade de dilatar, nervos afetados, alterações hormonais, efeitos de medicamentos ou ansiedade podem interromper esse caminho.46


A disfunção erétil raramente tem uma causa única. Estes são os grupos que o médico costuma investigar.
A ereção depende do fluxo de sangue. O que afeta as artérias pode afetar a ereção, às vezes antes de outros sinais aparecerem.47
Doenças metabólicas e alterações hormonais interferem nos vasos, nos nervos e no desejo.4
Ansiedade, estresse e a própria preocupação com o desempenho podem bloquear a resposta sexual, mesmo com o corpo saudável.4
Alguns tratamentos para outras condições podem ter a ereção entre os efeitos. Nunca suspenda um medicamento por conta própria: converse com o médico.4
Condições que afetam os nervos, a medula ou a região pélvica podem interromper o sinal que inicia a ereção.4
O estilo de vida pesa na saúde dos vasos. Atividade física, sobretudo aeróbica, e perda de peso podem melhorar a função sexual.48
Mito
Disfunção erétil é coisa de homem mais velho.
Fato: Ela fica mais comum com a idade, mas também aparece antes. Em um estudo italiano com homens que buscavam ajuda pela primeira vez, 1 em cada 4 tinha 40 anos ou menos.12
Mito
Se falhou, é porque é psicológico.
Fato: Na maioria dos casos há uma mistura de fatores físicos e emocionais. Por isso a avaliação inclui história, exame e exames de laboratório.4
Mito
Ereção não tem nada a ver com o coração.
Fato: As diretrizes consideram a disfunção erétil um possível sinal precoce de doença cardiovascular. Por isso ela merece uma avaliação da saúde como um todo.47
Mito
Repor testosterona resolve qualquer problema de ereção.
Fato: Não há evidência de benefício da testosterona para a função sexual em homens com níveis normais. Ela só entra em discussão quando há deficiência diagnosticada.5
Mito
Não adianta mudar hábitos.
Fato: Estudos mostram que atividade física, perda de peso e controle dos fatores de risco podem melhorar a função erétil. As diretrizes recomendam começar por eles.48
Reflexão privada
Uma reflexão só sua. Nada aqui é diagnóstico, mas pode ajudar a decidir se é hora de conversar com um médico.
Suas marcações ficam só neste aparelho, nesta página, e somem ao sair.
Esta lista não substitui uma avaliação médica. A Uromen não atende urgências: em caso de emergência, ligue 192.
A avaliação começa por uma conversa sobre sua história sexual, sua saúde geral, os medicamentos que você usa e o momento de vida. O médico pode incluir exame físico e pedir exames para identificar fatores que podem ser tratados. Quais exames fazem sentido é definido em consulta.
Exames que podem ser pedidos
Investiga diabetes, uma das condições mais associadas à disfunção erétil. As diretrizes indicam o exame quando não foi feito nos últimos 12 meses.4
Avalia colesterol e triglicerídeos, que influenciam a saúde das artérias e o risco cardiovascular. Também é indicado quando não foi feito nos últimos 12 meses.4
Colhida pela manhã e em jejum, verifica se há deficiência hormonal contribuindo para o quadro.4
Às vezes necessárias para confirmar o resultado da testosterona total, conforme o caso.45
Podem ser pedidos em casos selecionados, por exemplo quando a testosterona vem baixa, para entender a origem da alteração.45
A indicação de cada exame é definida em consulta.
Não existe um caminho único. O plano considera a causa, sua saúde e o que é importante para você, e é sempre definido em consulta.
Atividade física, controle do peso, parar de fumar e tratar condições como diabetes e pressão alta. As diretrizes recomendam começar por aqui, antes ou junto de outros tratamentos.48
Quando ansiedade, estresse ou o relacionamento pesam, a terapia cognitivo-comportamental, a terapia de casal ou a educação sexual, se possível com a parceria, podem fazer parte do cuidado, junto do tratamento médico.4
Existem medicamentos orais e outras opções clínicas. Se são adequados para você, e quais, é uma decisão do médico após a avaliação.4
Retornos permitem avaliar se o tratamento está funcionando e é seguro, como você se sente com ele e acompanhar os fatores de saúde que apareceram na investigação.4
As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. Cada plano é individual e definido em consulta.
Fazer minha avaliaçãoDa primeira conversa ao acompanhamento. Um passo de cada vez, com você.
Conte sobre sua história, sua rotina e o que você busca. No seu tempo, com privacidade.
Escolha um horário para conversar com um profissional, de onde você estiver.
Histórico, exames e objetivos orientam os próximos passos, definidos com você em consulta.
Retornos para conversar sobre sua experiência e revisar as orientações quando necessário.
O acompanhamento é definido individualmente.
A Sociedade Brasileira de Urologia orienta procurar um urologista quando a dificuldade é frequente. Como ela se relaciona com circulação, metabolismo e emoções, o médico pode envolver outros profissionais quando necessário.9
Depende da causa. Em parte dos casos, a disfunção está ligada a fatores que podem ser modificados ou revertidos, como hábitos, doenças mal controladas ou medicamentos. Em outros, o tratamento ajuda a controlar o quadro. Só a avaliação mostra qual é o seu caso.4
Sim. Há abordagens que vão de mudanças de hábitos e terapia a tratamentos clínicos. A escolha depende da causa, da sua saúde geral e das suas preferências, e é feita com o médico.4
Pode. Ansiedade, estresse e depressão estão entre os fatores associados à disfunção erétil, e a preocupação com o desempenho pode alimentar o ciclo. Mesmo assim, vale investigar causas físicas, porque elas costumam coexistir.4
As diretrizes europeias incluem glicemia em jejum ou hemoglobina glicada e perfil lipídico, quando não foram feitos no último ano, e testosterona total colhida pela manhã e em jejum. Outros exames dependem da sua história e são definidos em consulta.4
A teleconsulta é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e permite conversar sobre sua história, revisar exames e definir próximos passos. O médico pode indicar uma avaliação presencial sempre que julgar necessário.10
Falta de tempo, desconforto e a ideia de que é preciso aguentar sozinho. Alguns motivos comuns para adiar e formas mais leves de dar o primeiro passo.
O que a Lei 14.510/2022 e a Resolução CFM 2.314/2022 dizem sobre telessaúde e telemedicina, e o que isso significa para quem começa um atendimento a distância.
Como funciona o encontro por vídeo, o que costuma ser conversado e como aproveitar melhor o tempo com o profissional.
Conteúdo educativo, que não substitui a consulta.

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