Como organizar seus exames antes da consulta.
Um jeito simples de reunir resultados antigos e recentes para que a conversa com o profissional aproveite melhor o que você já tem.

Saúde hormonal masculina
Cansaço, menos desejo e ereções mais fracas podem ter várias causas. A reposição hormonal masculina é um tratamento para deficiência confirmada por um médico, com sintomas e exames repetidos, e sempre com acompanhamento.
A testosterona cai aos poucos com a idade, e muitos homens se perguntam se isso explica o que estão sentindo. É uma dúvida legítima, e a resposta vem de uma avaliação cuidadosa, não de um exame isolado.
1 em cada 5
Cerca de 1 em cada 5 homens acima dos 60 anos tinha testosterona total em nível considerado baixo, em um estudo americano que acompanhou 890 homens saudáveis ao longo dos anos.
Fonte [9]: Harman SM, Metter EJ, Tobin JD, Pearson J, Blackman MR. Longitudinal effects of aging on serum total and free testosterone levels in healthy men. Baltimore Longitudinal Study of Aging. J Clin Endocrinol Metab. 2001;86(2):724-731. doi:10.1210/jcem.86.2.7219. PMID: 11158037 (abre em nova aba)
Como funciona no corpo
A testosterona é produzida em um circuito entre cérebro e testículos, chamado eixo hipotálamo-hipófise-gônadas. Entender esse circuito explica por que os exames e o acompanhamento são necessários.
Passo 1 de 5
O hipotálamo libera o hormônio GnRH em pulsos, que sinalizam para a hipófise, uma glândula na base do cérebro.2
Passo 2 de 5
A hipófise responde liberando LH e FSH na circulação. Por isso esses hormônios ajudam a localizar a origem de uma alteração.24
Passo 3 de 5
O LH estimula os testículos a produzirem testosterona, com níveis mais altos pela manhã. O FSH sustenta a produção de espermatozoides.24
Passo 4 de 5
A testosterona participa do desejo sexual, da massa muscular, da densidade dos ossos e da produção de glóbulos vermelhos.4
Passo 5 de 5
Quando há hormônio suficiente, o próprio corpo reduz o comando do cérebro. Por isso a testosterona vinda de fora pode diminuir a produção própria e a de espermatozoides.24
Queda média de cerca de 0,4% ao ano na testosterona total. A faixa mostra que o nível varia entre homens. Representação esquemática, sem escala. Não é valor de referência. Fonte (abre em nova aba)
A queda pode ter origem nos testículos, no cérebro ou, com mais frequência, em condições gerais de saúde que afetam o eixo hormonal.
Testosterona baixa é comum em homens com obesidade, e a obesidade e outras doenças estão entre as principais causas. Perda de peso pode melhorar os níveis, em geral de forma modesta.24
Doenças crônicas e inflamação podem frear o eixo hormonal. Durante uma doença aguda, a dosagem da testosterona deve ser evitada.4
A testosterona total cai aos poucos com o envelhecimento: as estimativas vão de cerca de 0,4% ao ano, em um estudo europeu, a 1,6% ao ano, em um estudo americano. A idade sozinha não justifica tratamento.3410
Algumas substâncias interferem no eixo hormonal. O uso de anabolizantes ou de testosterona sem indicação está entre as causas conhecidas de testosterona baixa.24
Em uma parcela menor dos casos, a causa está nos próprios testículos ou na hipófise, e precisa de investigação específica.4
Mito
Todo homem mais velho precisa repor testosterona.
Fato: A queda com a idade é gradual e, sozinha, não é indicação. As diretrizes recomendam investigar apenas homens com sintomas e tratar só quando a deficiência é confirmada.34
Mito
Um exame de sangue basta para o diagnóstico.
Fato: São necessárias ao menos duas dosagens de testosterona total, colhidas pela manhã e em jejum, em dias diferentes, somadas aos sintomas.245
Mito
Reposição hormonal serve para ganhar músculo ou melhorar o desempenho.
Fato: No Brasil, a Resolução CFM nº 2.333/2023 veda a prescrição de hormônios com finalidade estética, ganho de massa muscular ou melhora de desempenho esportivo.1
Mito
Testosterona não interfere na fertilidade.
Fato: A testosterona vinda de fora reduz a produção de espermatozoides. Por isso não deve ser usada por quem tenta ter filhos, e a fertilidade é sempre conversada antes.45
Mito
Um questionário online diz se sua testosterona está baixa.
Fato: Questionários ajudam a organizar sintomas, mas têm baixa especificidade e não servem como triagem nem diagnóstico. O diagnóstico exige avaliação médica e exames.24
Mito
Mudar hábitos não faz diferença nos hormônios.
Fato: Na deficiência ligada à obesidade, perda de peso e atividade física podem melhorar a testosterona, ainda que de forma modesta. As diretrizes recomendam orientar mudanças de estilo de vida a todos os homens com deficiência.45
Reflexão privada
Uma reflexão só sua. Nenhum desses sinais é exclusivo da testosterona baixa, e nada aqui é diagnóstico, mas pode ajudar a decidir se é hora de conversar com um médico.
Suas marcações ficam só neste aparelho, nesta página, e somem ao sair.
Esta lista não substitui uma avaliação médica. Não use hormônios por conta própria. A Uromen não atende urgências: em caso de emergência, ligue 192.
O diagnóstico de deficiência de testosterona exige sintomas e sinais compatíveis somados a exames que confirmem, de forma repetida, a testosterona baixa. O médico também investiga a causa, revisa medicamentos e doenças associadas e conversa sobre seus planos de ter filhos. Os exames são definidos em consulta.
Exames que podem ser pedidos
Colhida pela manhã, até as 10h, e em jejum, em pelo menos duas ocasiões diferentes. É o exame central do diagnóstico.245
Indicadas quando o valor está perto do limite ou há condições que alteram a SHBG, como obesidade, diabetes ou envelhecimento.246
Mostram se a origem está nos testículos ou no comando do cérebro, o que muda a investigação e o tratamento.24
Pedida quando a testosterona está baixa e o LH vem baixo ou normal-baixo, especialmente se há desejo sexual diminuído, para investigar a hipófise.45
Necessário antes de iniciar a reposição, porque a testosterona pode aumentar os glóbulos vermelhos.45
Pedido antes de iniciar o tratamento, para avaliar a próstata. A diretriz americana indica o exame acima dos 40 anos; o posicionamento brasileiro considera a idade e o risco.245
A indicação de cada exame é definida em consulta.
O cuidado começa pela causa. A reposição hormonal só entra quando a deficiência é confirmada e os benefícios e riscos foram discutidos. Tudo é definido em consulta.
Perda de peso, atividade física, tratamento de doenças associadas e revisão de medicamentos que interferem nos hormônios vêm antes de qualquer reposição.245
Para deficiência confirmada, o médico pode indicar a reposição após avaliar contraindicações. Nunca com finalidade estética, de ganho de massa muscular ou de desempenho.126
Se você quer ter filhos agora ou no futuro, isso muda o plano. A testosterona vinda de fora reduz a produção de espermatozoides e não é usada por quem tenta ter filhos.245
Quem faz reposição precisa de retornos regulares, com avaliação de sintomas, testosterona, hematócrito e PSA, mais frequentes no primeiro ano.246
As informações desta página são educativas e não substituem a consulta. A reposição hormonal é uma decisão médica, individual e definida em consulta.
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O endocrinologista ou o urologista. As sociedades brasileiras das duas especialidades, SBEM e SBU, publicaram em 2026, com a ABEMSS, um posicionamento conjunto sobre o tema.2
Depende da causa. Quando a queda está ligada a obesidade ou outras doenças, tratar essas condições pode melhorar os níveis. Quando a causa está nos testículos ou na hipófise, o cuidado costuma ser de longo prazo, com acompanhamento.4
Sim, para começar. Na teleconsulta, regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina, o médico conversa sobre seus sintomas, revisa exames e solicita os que forem necessários. Ele pode indicar uma avaliação presencial sempre que julgar necessário.11
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O que a Lei 14.510/2022 e a Resolução CFM 2.314/2022 dizem sobre telessaúde e telemedicina, e o que isso significa para quem começa um atendimento a distância.
Como funciona o encontro por vídeo, o que costuma ser conversado e como aproveitar melhor o tempo com o profissional.
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